Outro dia precisei de um clipe de papel. Isso acontece com freqüência e a não ser que o querido leitor ou leitora seja extremamente organizado, não deve existir próximo do computador um porta clipe de papel ou algo que sirva para esse fim.
O lugar onde procuro (e geralmente acho!) os tais clipes é no fundo do porta lápis. Lembrei das minhas aulas de química no KK com a professora Márcia, a primeira aula que matei na vida, já no ensino médio e da geração expontânea. Qual a relação? Acredito piamente que os clipes de papel têm sua origem no escuro, úmido e redonto fundo do porta lápis.
Eles surgem assim, do nada. Pode procurar, porque no fundo do seu porta lápis, há no mínimo um clipe de papel, as vezes melecado, sujo e enferrujado, mas ainda assim, um clipe de papel.
O título desse post e que também é o título de uma série de três ilustrações, denota uma impossibilidade. A verdade é que o esboço de número 7 desapareceu já a algum tempo. Não, ele não foi roubado ou perdido e sim dado. A melhor forma de roubar algo de alguém é fazer com que o objeto do furto se torne um presente. E esse foi o fim do pobre número 7.
Os trabalhos de ilustração publicados na Revista Conjecturas interrompem um longo período de ostracismo e são um presente de aniversário especial. Se o caro leitor tiver paciência e curiosidade, vale a pena a visita.
Que o número sete não volte mais. Como um amor platônico da infância que volta desfigurado pelo tempo. A propósito, me sinto velho, mas logo passa.
Ir ao cinema sozinho é um hábito que herdei com meu velho pai e que tem muito menos a ver com a solidão que com o trânsito ou a chuva que te impedem de ir pra casa.
Ao sentar na cadeira para assistir em Busca da Felicidade, duas coisas passam pela sua cabeça, a primeira é que você pensa “eu não gostaria nunca de estar na pele desse cara”.
Não posso chamar Em busca da felicidade de uma bela surpresa, porque eu já esperava bastante do filme, mas me surpreendeu no sentido que é um belíssimo drama sem os tradicionais clichês aos quais estamos mais do que acostumados.
O drama financeiro de Chris Gardner, personagem de Smith, que aliás está excelente, enquanto luta por um estágio e o amor pelo filho são retratados de forma sensível e fogem daquelas cenas propositadamente kitsch, nas quais sobe aquela musiquinha e faz os olhos da platéia arderem. Se você chora, é porque o filme toca em pontos interessantes. O que pra uns não é nada (tinha um povo rindo sem parar no fim do filme), pra outros é um soco mais poderoso que a esquerda do Rocky Balboa.
A segunda coisa que passa pela nossa cabeça é “se eu fosse o tal cara, poderia fazer e ter o que quisesse”. Sem contar que tudo é baseado em uma história real, mas isso não precisava nem falar, ali tem histórias minhas e de muita gente que conheço.
O clímax é sempre algo que esperamos. Quando se sobe a montanha russa, a atmosfera é de espera, de ansiedade pela queda inevitável. Enquanto caímos, não pensamos em nada, exceto na queda em si; e quando chegamos embaixo queremos repetir a dose inúmeras vezes.
O rodopio da bailarina só nos fascina pela capacidade desta de voltar ao equilíbrio perfeito depois de um movimento de aparente desequilíbrio inusitado. O refrão da música, ou o seu clímax só nos provocam a fruição absoluta na medida em que saímos de um estado quase letárgico e a ele retornamos, tendo passado pelo paraíso (com o clímax do sexo, acontece com certeza fenômeno semelhante).
Sentados diante de uma grande tela de cinema, esperamos que aquela série de imagens estáticas nos transportem e depois nos deixem são e salvos em nossas cadeiras. O próprio filme em si mesmo tem o seu climax, intermediado por dois pontos de absoluto equilíbrio.
Sentados no carrinho da montanha russa depois da grande queda, talvez seja a hora não de voltar à fila para uma “nova”, mas sim para buscar novos desequilíbrios, que serão percebidos uma vez que retornamos ao ponto onde tudo começou.
É muito bom voltar ao equilíbrio inicial, colocar simetria nas histórias de nossas vidas (afinal não somos todos simétricos?). É muito bom estar pronto pro próximo salto, ou o próximo filme, ou a próxima história.
Todo mundo tem lá as suas manias. Além disso, vivemos dizendo que apesar de ficarmos o tempo todo, todos os dias com determinados comportamentos, pensamos que podemos parar quando quisermos. Estou escrevendo isso porque o post “pelo tempo de um cigarro” teve uma repercussão maior que eu imaginava. Talvez por se tratar de um lance bastante pessoal, e até por isso criei a seção “Confissões de uma garotinha”, pra guardar esses textos aí.
Todos nós temos os nossos vícios, nossas manias, nossos fetiches. Todos colocamos pra fora de alguma maneira pessoal nosso desconforto com o mundo, alguns fazem isso fumando, outros fazem isso colecionando coisas velhas, ou não jogando nada fora. Enfim, todos nós somos meio desajustados, como se não fôssemos mesmo desse planeta aqui.
Acredito que algumas coisas podem agir como vetores desses processos, tais como uma partida, uma chegada, uma viagem. Eu descobri um vício novo, e isso está longe de me incomodar. Posso parar quando quiser! Ou será que não posso? Com certeza se fosse o cigarro, seria mais fácil.
De tempos pra cá descobri que minha relação com Lynda Carter era baseada em uma mentira. Toda aquela inocência de meus oito ou nove anos foi embora quando revendo o episódio piloto da série produzida nos anos setenta e que fez com que a imagem de Lynda Carter praticamente se fundisse às mais modernas representações da Mulher Maravilha, foi embora de repente.
A cena crucial na qual Hipólyta (sim, trata-se da cultura de massa apropriando-se de um elemento da cultura erudita, no caso Hypólita era, na mitologia grega, a rainha das amazonas), presenteia sua filha Diana, de partida para os EUA, com um uniforme que possui “as cores da liberdade e da democracia”, um horizonte apocalíptico se abriu diante dos meus olhos. De fato, não é necessária muita capacidade de abstração pra descobrir que a referida heroína andava por aí em trajes mínimos que parecem retalhos da bandeira americana (certo, tinha um enchimento básico na bunda, mas quem ligava?)
A personagem foi criada em 1941, mesmo ano em que foi criado o Capitão América, outro que anda por aí num pijama que remete à bandeira deles. Nem precisa falar….quem foi às aulas de história sabe que a Segunda Guerra Mundial começou em 1939 e em 1941 nossos amigos americanos defensores da liberdade entraram na briga.
Não à toa, o criador da Mulher Maravilha é o psicólogo que é um dos responsáveis pelo detector de mentiras, aliás a própria andava com um, na forma de um laço mágico.
O pior de tudo, é o furor provocado em uma mente masculina, que é ontologicamente fraca, por uma morena de olhos azuis e de corpo atlético com uma mensagem ideológica à tira-colo. Corro pra ela ou dela? Acho que essa é uma pergunta sem resposta. Resolvi ir mais além, e revendo aquela abertura que é bem bacana e que tem todos os elementos da Pop-art, principalmente da estética de Roy Liechtenstein, descobri que a letra do tal tema corrobora com esses ideais pós-segunda guerra mundial.
Dentre os versos, alguns me chamaram a atenção pois são, do meu ponto de vista, praticamente uma oração ao capeta. “Change their minds” e “Change the world”. Parece coisa do Sr. Burns dizendo aos macaquinhos alados: “voem, minhas crianças”.
Uma mensagem ideológica forte, endereçada a toda uma geração de crianças e pré-adolescentes ao redor do mundo. Tudo isso na forma de uma mulher exuberante, ex-miss EUA na época. Segue aí a letra, é só seguir a bolinha luminosa. Eu tenho mesmo muito medo da Mulher Maravilha.
Wonder Woman Theme
Composição: Charles Fox
Wonder Woman!
Wonder Woman!
All the world is waiting for you,
And the powers you possess,
In your satin tights,
Fighting for your rights,
And the old red, white and blue!
Wonder Woman! Wonder Woman!
Now the world is ready for you,
And the wonders you can do.
Make a hawk a dove,
Stop a war with love,
Make a liar tell the truth!
Wonder Woman!
Get us out from under.
Wonder Woman!
All our hopes are pinned upon you,
And the magic that you do.
Stop a bullet cold,
Make the Axis fold,
Change their minds,
And change the world!
Wonder Woman!
Wonder Woman!
You’re a wonder!
Wonder Woman!
Óculos escuros enormes
Meu Deus, essa moda de óculos de sol a lá Waldik Soriano não dá pra encarar. Porque não podemos simplesmente escolher o modelo de óculos baseados em nosso gosto pessoal e não em uma moda passageira e pior, uma moda que vai e vem. O tempo de retorno é um pouco mais do que você precisa pra jogar o seus óculos velhos fora, aquele que poderia usar de novo. Eu não tenho óculos escuros, não uso, nunca.
Só tem gente feia
Sim, é isso mesmo. Desde os primórdios da humanidade, e não acredito que isso vá mudar, a beleza e o valor (material, ao menos) estão na exceção, no pouco, no número reduzido. Se todos são bonitos, são todos feios e a minha teoria é que um feio lá ia fazer o maior sucesso. Bom, a globo deve ter meu telefone.
Big sister?
Ah não! Big sister não dá. Os participantes, e o apresentador deveriam receber um exemplar de 1984, do George Orwell e participar de uma sabatina sobre o livro para poder entrar na casa e não cometer essas sandices de chamar as moças do programa de “sisters”. E a globo deveria por uma nota no começo ou no fim com a biografia do autor, tipo “cultura no intervalo”. (rs)
O Pedro Bial
Alguém aguenta ele? É nítida a saia justa do Bial quando ele quer fazer o BBB parecer importante, afinal de contas se ele está lá é porque a coisa é muito interessante e inteligente. Tosco por tosco, prefiro o Silvio Santos apresentando a Casa dos Artistas ou o Sérgio Malandro apresentando a casa dos desesperados, ou o apartamento das modelos, o que for!
O país parado assistindo
Bom, será que pára mesmo? A globo diz que sim, e se a globo diz que pára é porque deve ser verdade (será?). Seria bom que o país não parasse, porque não temos muito tempo pra perder se quisermos fazer desse lugar um lugar bom pros nossos tataranetos.
PS Não são dez coisas porque eu não assisto essa droga e não tenho dez motivos pra não assistir, mas considero esses cinco suficientes. O sexto, poderia ser que muito provavelmente teremos o BBB 8 nos mesmos moldes.
PS2 Tem um cara que me deve um texto, um cara não, dois.
Este é um post pós-moderno. Quem costuma ter dor de cabeça com o mosaico de citações que é um dos principais recursos dessa tendência, mude de canal ou providencie uma aspirina. Eu gostaria de providenciar é um Engov.
Nos últimos dias tenho sofrido pacas com um treco no olho que alguns dizem que é inclusive contagioso. Além de todos os problemas de relacionamento social que isso provoca, a sensação, bastante incômoda, tem praticamente me levado a loucura! (o exagero também é pós-moderno).
Desorientado e dolorido, ao invés de ir ao médico fui ao google, e me vieram à mente duas coisas: a primeira foi a piada do Vicente Matheus, na qual dizem pra ele que terçol no olho é pleonasmo, e ao próximo que pergunta o que ele tem nos olhos, ele responde: “Já nem sei mais, uns dizem que é terçol, outros dizem que é pleonasmo” e a segunda é que a exemplo dos antigos gregos que procuravam o oráculo de Delfos, consagrado ao deus Apolo (que é o nome do segundo mais famoso piloto da Battlestar Galactica, e isso é pós-moderno também) para sanar suas dúvidas de todas as espécies, nós nos dirigimos ao google, que tem se transformado em uma espécie de oráculo pós-moderno. A idéia que se tem é que se você digitar alguma coisa no google e não aparecer nada, tal coisa não existe.
O resultado é que o Dr. Google me mandou fazer compressas quentes e se eu não melhorasse em três dias tinha que ir ao médico.
Esse processo de semiose me levou a lembrar de um filme: O planeta dos macacos (não me lembro exatamente qual e a informação fragmentada tb é sintoma do pós-moderno) que os habitantes humanos sobreviventes e deformados adoram a bomba, e só a ela revelam a sua verdadeira face deformada pela radiação. Isso levou-me ainda a uma telessérie chamada Logan’s Run (e de novo quem nasceu nos 70’s deve lembrar). Nessa série, passada em um futuro não muito distante no qual as pessoas são mortas aos 30 anos por causa da falta de recursos em um mundo contaminado pela radiação, um jovem se rebela e sai pelo mundo (que não está mais contaminado, aliás) encontrando toda a sorte de aventuras. Em um determinado episódio ele encontra um computador e até queima dinheiro (dólares americanos, claro) pra se aquecer. Uma mistura de “O Dia Seguinte”, com “Mad Max”, entre outros, tudo isso feito pra TV.
Fiquei imaginando como seria se os escafandristas espaciais do futuro encontrassem discos rígidos com as nossas informações ou mesmo um computador ainda conectado à internet e descobrissem o Google. Depois de decifrados os nossos signos através de algum genérico da Pedra de Roseta, talvez dada a nossa (falta de) tecnologia, eles pensassem se tratar de alguma espécie de pensamento mágico e talvez seja mesmo esse tipo de relação que travamos com a tal ferramenta de busca! Puta preguiça de consultar a Barsa tradicional.
Ou ainda, caso esses seres estejam reconstruindo nosso mundo, eles atribuíssem ao Google poderes mágicos! E ele seria a base da nova terra! Acho que pensando nisso vou colocar o endereço desse blog nos links patrocinados.
E terminando de falar em pós-moderno, logo este blog será invadido pelas idéias científico-monstruosas de meu amigo o Dr. Jekyll ou Mr Hyde, na hora eles vão decidir quem vai segurar a pena!
p.s. No melhor estilo 1984, alterei o texto, afinal uns dizem que é terçol, outros que é pleonasmo.
E lá estávamos nós três. Em meio ao movimentado centro de São Paulo em uma noite que o tempo e a minha curta memória não permitem precisar qual era o dia. Lá, em pé, em frente àquele cinema, estávamos confabulando os três.
Esse texto narra duas histórias, uma muito antiga, outra nem tanto. Dois tempos passados nos quais a cidade de São Paulo dispunha de inúmeros cinemas de rua, com seus carrinhos de pipoca na porta e casais, muitas vezes com seus filhos, comprando ingressos para um divertimento que sempre foi e sempre será muito paulistano.
Muitos anos antes, época em que a garoa noturna ainda molhava a cidade, outros três personagens chegavam atrasados ao cinema. Embora eu não me lembre exatamente dessa outra história, meu pai me contou alguns detalhes. Eu não sei por exemplo a que filme eles pretendiam assistir, mas minha imaginação sempre gostou de acreditar tratar-se de alguma das antigas versões de Zorro, provavelmente o herói favorito do meu velho.
Eis que surge um problema: um dos amigos de meu pai não estava vestido a contento, e, portanto, não poderia entrar.
De volta à primeira história, nós de Bermuda e camiseta olhávamos embasbacados para o cartaz que dizia “HOJE: As Monjas Pecadoras”. Sacrilégio, pensei. Eu teria tentado assistir a um outro filme pornô, afinal tive criação católica e me foram dados até hoje todos os sacramentos, restando destes apenas o casamento e a extrema-unção. Não havia outra opção, e estávamos lá parados os três.
A correria dos amigos bem arrumados era grande. Podemos chamar de impressionante a falta que uma simples gravata poderia fazer décadas atrás. Pois é, sem gravata, sem filme, falou o rapaz (engravatado, claro) a meu pai e a seus dois amigos. Meu pai, que morava em prédio no centro mesmo, sugeriu aos amigos uma rápida ida ao apartamento de meu avô para apanhar uma gravata para o amigo, afim de não perder de jeito nenhum Zorro e as maravilhosas chacotas com o atrapalhado sargento Garcia, o que foi de pronto aceito por todos.
Nós, ali parados e com muita vergonha, tentávamos criar coragem para ir até a bilheteria, onde ficava uma senhora de seus sessenta anos com seus óculos de cordinha. Nossa ilusão de adentrar a esse mundo proibido pela primeira vez, dissipou-se na hora exata que a mulher, num surto de consciência perguntou:
”vocês tem dezoito anos?”. E todos sabíamos a resposta. Só um de nós já tinha dezoito, aos outros dois cabia apenas implorar àquela senhora um pouco de compaixão.
No passado, correram os três sob a garoa paulistana até chegar ao prédio, onde um elevador quebrado atrasou a empreitada em preciosos minutos.
Essa história trata de dois filmes que não foram vistos, e de duas realidades diferentes do centro da cidade de São Paulo. Histórias que terminam de um jeito parecido: os de antigamente provavelmente acabaram em uma pizzaria. Típico. Nós acabamos no Habib’s, lugar onde imortalizamos e até hoje lembramos da pergunta do garçom: “vocês vão querer pizza? De mussarela?”
Tempos depois com o sol a pino do meio dia como testemunha, finalmente realizamos o sonho de assistir a um desses filmes.
Quem me conhece sabe que gosto de cinema. E quando digo isso, digo sem frescura. Se alguém me chamar pro festival de cinema javanês eu provavelmente vou, mas não é porque o filme vem de algum lugar do mapa-mundi que eu tenho que consultar um atlas pra saber onde é que eu necessariamente vou gostar do cinema daquele lugar.
Digo isso porque no primeiro dia do ano assisti novamente a um clássico: Top Gun – Ases Indomáveis (1986), do diretor Tony Scott, aquele do Fome de viver, irmão do Ridley Scott (Blade Runner). Fora um detalhe ou outro da parte técnica, a fita funciona perfeitamente. Tem tudo o que um filme de ação deve ter (e erguer armas contra esse gênero é uma bobagem), com a qualidade que se trata de aviões e perseguições no céu (eu não sei você, mas ultimamente tenho medido a ruindade dos filmes pelo número de perseguições de carro e explosões, quanto maior for esse número, pior o filme).
Todos dão muita atenção aos clássicos, mas se esquecem as vezes de que os clássicos são muitas vezes filmes comerciais que por suas qualidades tornam-se clássicos, diferenciando-se.
Para mim, Top Gun é um clássico porque apresenta vários elementos que podem elevar um filme as vezes despretencioso à essa categoria.
Além de um roteiro fechado, uma atuação razoável dos atores e boa produção e direção o que é essencial em qualquer filme, temos ali toda uma época representada. Se em filmes considerados cult como Blade Runner e Fome de Viver temos ali retratados vários sintomas do zeitgeist (saúde!) ideológico dos 80, em Top Gun temos a moda, as roupas, e acima de tudo um gênero cinematográfico de ação que se popularizava, aspectos que não estão presentes nos exemplos cult. Até a representação da guerra fria, mais um ítem do zeitgeist (saúde!) deve servir antes como instrumento de análise de conteúdo, o que nos dias de hoje fica até engraçado, e não como uma desculpa para descategorizar o filme como mero veículo de propaganda. E pra finalizar, a Kelly McGillis é linda e a cena de Maverick, personagem de Tom Cruise, cantando you’ve lost that loving feeling, antológica.