Arquivo para Dezembro, 2006

Feliz 2007!

E hoje a noite já será 2007. Não sei ao certo que horas, por conta do horário de verão, mas o que importa é o tal simbolismo da data, estejam onde estiverem todos. Na praia, no campo, ou em casa mesmo como será o meu caso, é começar a traçar os planos e mandar ver pra que nossos sonhos se realizem.
O fato é que sem o devido planejamento teremos que nos contentar com o acaso, logo teremos com certeza só parte (com sorte) daquilo que queremos.
Hora de colocar um ponto final em algumas histórias que passaram, continuar a escrever aquelas que valem a pena e planejar. A hora é agora! dia 2 de janeiro já é dia útil sim, mesmo no país do carnaval, portanto vamos por a cabeça pra funcionar. Falando com a Patrícia ontem, estávamos conversando sobre como nosso país tem muito a melhorar e depende de cada um de nós estudando e trabalhando para que isso aconteça. Essa mentalidade de colônia de exploração, de corte e plebe tem que terminar, senão jamais seremos quem queremos ser. E isso depende de uma vontade coletiva, pensar individualmente só reforça a idéia que a saída para o país é o aeroporto. Não pode ser mais assim.
Brindemos o ano de 2007, que ele traga alegria, felicidade e trabalho para todos e claro, muita diversão também. Até 2007!

Eu entrego os pontos!

Chega. Entrego os pontos. Liguei no banco e não tava funcionando, e como ninguém quer mesmo saber de nada nesses dias, decidi me entregar à preguiça homersimpsiana e ficar em frente à televisão até o 2007 chegar.
Tenho pouquíssima esperança da última sessão de cinema do ano, pra ver qualquer coisa, tá valendo até filme ruim, ou ainda de terminar de ler algum dos inúmeros livros começados e não terminados de 2006.
O Martinho me escreveu sobre a importância do ritual de passagem e até acredito nisso. Tô pensando até na cor da cueca: amarela pra trazer dinheiro, branca pra trazer paz, verde pra trazer esperança….uma boa tese: A psicologia das cores da roupa íntima masculina na virada do ano.
E esta não é a última vez que escrevo aqui esse ano não…..no melhor estilo John Connor em O Exterminador do Futuro III eu ficarei aqui até o mundo ou o ano acabarem, o que vier primeiro.
Que as coisas boas sejam mantidas, que as más voltem pra onde vieram e as saudades sejam mortas sem demora. E como diria o mesmo filósofo pós-moderno Homer Simpson: “dane-se Flanders”.

Coração Leviano

(Paulinho da Viola)

Trama em segredo teus planos
Parte sem dizer adeus
Nem lembra dos meus desenganos
Fere quem tudo perdeu
Ah, coração leviano
Não sabe o que fez do meu.

Este pobre navegante
Meu coração amante
Enfrentou a tempestade
No mar da paixão e da loucura
Fruto da minha aventura
Em busca da felicidade

Ah, coração teu engano
Foi esperar por um bem
De um coração leviano
Que nunca será de ninguém.

E não precisa escrever mais nada.

Mente vazia, oficina do diabo

E aí vai mais uma frase feita, lugar comum, testemunho da mediocridade daqueles que não conseguem criar as próprias frases. Bom, talvez as minhas também fiquem famosas depois de minha morte trágica, ou algo assim. O fato é que quero ao mesmo tempo compartilhar e ao mesmo tempo justificar o auto-explicativo nome desse blog. Puta que pariu, como foi foda sentar mais de uma vez na frente do monitor e travar (o micro não, eu) na escolha do nome. Três vivas ao lugar comum…e brindemos com cerveja, porque o vinho a bicha do Társis levou embora (cara, se não fosse você eu não estaria escrevendo essas linhas).
Desde pequeno, época que o natal tinha graça, essa me parece ser uma semana inútil, que não passa nunca, sei lá….talvez essa sensação se reflita no tédio que sinto ao olhar para as coisas que tenho que fazer agora e sentir uma profunda preguiça, como se as coisas importantes devessem ser guardadas para o ano vindouro. É, mas as coisas não são assim. As filas andam, todas elas. E o império romano também caiu! E essa frase feita é minha mesmo. O certo é que algumas coisas não podem esperar, porque temos pressa de morrer, morremos um pouquinho por dia. Acho que deve ter uma bem gelada aqui ainda.